terça-feira, 20 de junho de 2006

Mostra "Distâncias"



A Mostra "Distâncias" foi o resultado da produção do Núcleo de Arte Contemporânea , gerenciado pela GARE Cultural, a partir da temática proposta, em 2006 e foi realizada no espaço "Blue Life", entre 21 de junho e 01 de julho de 2006.

Como parte da formação e da atividade, foram feitas reuniões no local, quando os integrantes estiveram no local para estudarem e discutirem o espaço para a instalação de seus trabalhos, participando ativamente da montagem da exposição .


"Como é possível abordar o tempo e o espaço plasticamente? É fácil compreender que a literatura utiliza o tempo para organizar a narrativa e a arquitetura manipula o espaço. Nas artes visuais do passado, o tempo foi usado tipicamente para marcar um momento crítico da narrativa (como nas pinturas de gênero) ou instaurar a idéia de eternidade (como nas naturezas-mortas). Durante o Renascimento, superou-se a expectativa de representar o espaço real, segundo as distorções da visão (com a perspectiva). Modernamente, os futuristas tentaram se adequar às máquinas e às cidades (a repetição de formas foi o principal recurso para criar espaços ritmados); os cubistas procuraram soluções para a dimensão espaço-temporal que não fossem lineares, para dar conta da complexidade da narrativa (através da colagem).

Hoje em dia, com o desenvolvimento das tecnologias, o deslocamento e a comunicação se tornaram rápidos e eficazes. No entanto, a sociedade que convive e super utiliza tais meios perde os parâmetros de distância: do tempo e do espaço. Nesta indistinção entre passado e presente, longe e perto, o indivíduo não tem como processar (ou simbolizar) a moda, a arte, a política e até mesmo as relações humanas: as coisas tendem a ser cada vez mais efêmeras e sem significado. Desta forma, justifica-se esta mostra de arte contemporânea: cada artista lança mão de um dispositivo que dispara, tensiona, estende provoca a percepção da relação espaço-temporal, quebrando o que Nelson Brissac chamou de “ditadura da visão imediata”, distanciando-nos da banalização."

Texto de Gisela Benatti

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segunda-feira, 19 de junho de 2006

Mostra "Distâncias"

Como parte do trabalho do Núcleo de Arte Contemporânea, está o envolvimento na produção e montagem de exposições das quais participam. Nesta exposição - "Distâncias" - realizada no Espaço Cultural Blue Life, os integrantes estiveram envolvidos na montagem, e em alguns casos, com a elaboração do trabalho no próprio local.

Montagem do banner na fachada do Espaço Blue Life - av. Brasil, São Paulo

Trabalho de Clarice Sanvicente




Paula Maestro produzindo o trabalho no espaço expositivo



Montagem do trabalho de Clarice Mainardi



Trabalho de Mariza Vieira de Vieira sendo montado



Trabalhos de Alexandre Feola (esq.) e Beth Barone (dir.) sendo alinhados



Trabalho de Rita Heckert em primeiro plano



Trabalho de Maura Rodrigues


Daniel Paione instalando seu trabalho


Rubens Pontes (coord.Núcleo) com trabalho de Daniel Paione


Ana Rey instala seu trabalho

Paula Maestro (primeiro plano) e Ana Rey (fundo) instalando suas obras.



Vista superior do espaço, com as obras de Maura Rodrigues (esq.) e Daniel Paione (dir.)

Aline Meibach produz sua obra no local

Aline Meibach (primeiro plano) instalando seu trabalho

Os integrantes do Núcleo nesta mostra, na noite de abertura. Da esquerda para a direita: Alexandre Feola, Maura Rodrigues, Paula Maestro, Clarice Mainardi, Aline Meibach, Mariza Vieira de Vieira, Clarice Sanvicente, Daniel Paione, Beth Barone e Ana Rey. Dos participantes, faltou nesta foto Rita Heckert.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Mostra "Corpo em Substrato"


A Mostra "Corpo em Substrato" aconteceu de 21 de setembro a 20 de outubro de 2005, na galeria da GARE Cultural, administradora da ABRA - unidade Vila Mariana .

Integrantes: Maura Rodrigues, Daniel Paione, Clarice Sanvicente, Clarice Haas, Aline Meibach, Beth Barone, Luciana Chibani, Mariza Vieira de Vieira, Rita Heckert, Ana Rey, Paula Maestro.
Coordenação: Elias Muradi, Mila Thiele, Gisela Benatti, Rubens Pontes.
Fotos: (esq.)obra de Beth Barone., (dir.) obra de Paula Maestro.

Uma mostra para se olhar. E diante deste sentido, o mais etéreo dos sentidos, os trabalhos se projetam compondo algumas diversidades.

Para o olhar que tateia as circunstâncias do mundo e escorre pelo corpo das coisas no espaço, se alimentando nos limites entre transparências e opacidades, caminhando em seus contornos e entornos, indo em várias direções, pouco se percebe daquilo que são as coisas deste mundo, as coisas entre as coisas, o corpo criado entre as coisas, entre os trabalhos, ou mesmo do local que os abriga com sua arquitetura, sua realidade.

Salvo algumas iniciativas na tentativa destas discussões, fazem-se assim os trabalhos, com seus códigos criarem posições como diversidades e semelhanças diante da transcendentalidade que os permeia. Indo do fetichismo aos vestígios da ausência, da feminilidade aos jogos de semelhança, do indício à celebração da vida, da fábula à abstração.

No decorrer da concepção dos trabalhos, observei e acompanhei seus processos de criação e desenvolvimento com alguns que permeiam “pequenos deslocamentos”. Do fazer “práxis” da pintura à terceirização da manufatura, da construção e tateamento do fazer às imagens digitais e fotográficas, e noto grande valoração ao resultado, ao “estar pronto”, mesmo que haja tentativas da “evidência do processo” em algumas obras.

Assim me vem à memória uma criação do artista belga Ivan Fabre (1958)...“A beleza é como uma borboleta – se você a tocar ela morre. Por isso só podemos tentar, sem jamais ter êxito...”

RUBENS PONTES

Rubens Pontes é parte integrante da Coordenação do Núcleo de Arte Contemporânea.



terça-feira, 20 de setembro de 2005

Mostra "Corpo em Substrato" - trabalhos dos integrantes do Núcleo, expostos na galeria da GARE  Cultural, mantenedora e administradora da ABRA-Vila Mariana - setembro/outubro 2005.

Beth Barone

Ana Rey

Paula Maestro

Clarice Haas

Luciana Chibani

Aline Meibach

Rita Heckert

Marisa Vieira de Vieira

segunda-feira, 10 de novembro de 2003

Mostra "Diminutos"

O Núcleo de Arte Contemporânea iniciou suas atividades no ano de 2002.


Em 2003 foi feita a primeira exposição coletiva, na GARE Cultural, mantenedora e administradora da escola ABRA - unidade Vila Mariana.


Após um ano de existência do grupo, foi com satisfação que realizamos a exposição inaugural, etapa prevista desde o início do projeto, que significou para nós a realização de um trabalho e prenúncio de outros.


A exposição que nos foi dada a ver fez transparecer, na sua diversidade de poéticas, a postura do encaminhamento didático da escola: a aposta na integridade do aluno, que visto como um artista em formação deve ser o proponente do próprio trabalho plástico. Neste sentido a discussão do grupo visa potencializar este processo, ao estabelecer a interlocução necessária e fundamental ao andamento de suas investigações.


Desta vez os artistas são desafiados a sintetizar suas poéticas num formato não superior a 15 X 15 cm, passíveis de serem transformados em módulos. Esta proposta exige que o artista pense na essência de sua pesquisa visual, não cabendo nenhum excesso. O tamanho torna-se determinante da linguagem a ser utilizada, que deve ser redimensionada. Tal pintura proporciona um embate corporal? Como solucionar o enquadramento, reduzindo-o ou transformando-o num detalhe? Como adaptar ou incorporar o gesto pictórico em tal superfície? Que outras estratégias devem substituir a falta do impacto da própria forma escultórica, a narrativização de seu conceito? Como tirar o desenho e a gravura da mesmice, considerando que este é um tamanho confortável a estas práticas? Como manter a mesma qualidade nos trabalhos, sem torná-los forçosamente minuciosos, nem ilustrações de seus próprios trabalhos? Os nossos pesquisadores não se intimidaram com tantos questionamentos. Pelo contrário, a exposição é tocante pela inventividade das soluções, essencialmente poéticas e particulares de cada trabalho, demostrando mais uma vez o potencial do núcleo. Do espectador é convocado um olhar igualmente atencioso, ora para o universo micro que se apresenta, ora para o macro, resultante da multiplicação das partes. É como se a arte recuperasse um pouco do mistério que já possuiu um dia!

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Mostra "Diminutos" - artistas participantes

di.mi.nu.toadjetivo - reduzido a pequenas dimensões

ex.po.si.çãoadj. adv. de lugar – exibição pública de obra de arte
nú.cleosubs. masc. - miolo central ou essencial

ar.tesubs. abstrato1. o âmbito do desnecessário e do possível;

2. a linguagem que os deuses esqueceram na terra

con.tem.po.râ.nea adj. indefinido – o que é do mesmo tempo

ABRAverbo – ação de produção e discussão de arte

ar.tis.tassubs. concreto – sujeito da ação

Os artistas do Núcleo de Arte Contemporânea, participantes da Mostra "Diminutos" em novembro de 2003 foram:

E.lai.ne Pes.sôa – pron. relativo – gravura; com o preciosismo de um cientista, indica a diversidade do olhar do artista em relação à natureza

Már.cia Bas.sopron. relativo – pintura; promove o acaso da mancha através da oxidação do cobre em retalhos de tela

Mar.ce.la Du.ar.te – pron. relativo- livro de artista; traz o livro como metáfora do conhecimento do eu

Ma.ri.za Vi.ei.ra de Vi.ei.rapron. relativo – pintura; seduz o espectador com a ambigüidade da morfologia e sutileza do cromatismo das flores

Cla.ri.ce San.vi.cen.tepron. relativo objeto site specific; demonstra o caráter ilusório da arte, usando a caixa preta e o olho mágico

Mar.ce.lo Faypron. relativodesenho; fragmenta o corpo, através de linhas emaranhadas e de um enquadramento preciso

Re.na.to S. de A .ra.ú.jopron. relativo – pintura; redimensiona a dialética entre o abstrato e figurativo num jogo de quebra-cabeça

Sid-ney To.mepron. relativo – fotografia, desenho, azulejo; coloca a fotografia em paradoxo com o real, e assim discutindo o absurdo


E.lias Mu.ra.di - pron.reflexivo - escultura - pintura; cria um jogo entre o objeto e a representação do mesmo através da imagem espetacular (Coordenação do Núcleo)

Mi.la Thi.e.lepron. reflexivo – fotografia e objét trouvé; apropriando-se de carcaças vazias de cigarras, afirma a permanência da essência sobre a aparência (Coordenação do Núcleo)











Cla.ri.ce Há.as – pron. relativo – objeto pintura; valoriza a arte, ao colocá-la como substância vital, sugerindo que o espectador beba arte












Mau.ra Ro.dri.gues – pron. relativo – pintura objeto; evoca a construção da pintura através de sobreposição de camadas e transparências












Síl-via Ger-son – pron. relativo – pintura; faz do gesto pictórico motivo para sua poética, evidenciando matéria e ausência desta







Gi.se.la Be.na.tti – pron. reflexivo – pintura; com a transmutação do corpo em máquina, questiona a máxima “corpo são, mente sã” (Coordenação do Núcleo)












Lú.cia de Sou.za Dan.tas – pron. reflexivo – instalação de pintura; a dicotomia entre idea e techné na arte é abordada através do livro e espelho, revisitados na história da arte.(Coordenação do Núcleo)












Ru.bens Pon.tespron. reflexivo – instalação; trabalha o conceito da arte enquanto silêncio e ausência (Coordenação do Núcleo)

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