terça-feira, 28 de outubro de 2008

28a. Bienal - ataque ao vazio?

Postagem de Fernanda Fiamoncini. Atacaram, ou preencheram o vazio?? 
 Transcrição de notícias (veja links abaixo): SÃO PAULO – No primeiro dia da 28ª Bienal de São Paulo, um grupo de cerca de 40 pichadores invadiu na noite de ontem o pavilhão no Parque do Ibirapuera e pichou parte de seu segundo andar - propositalmente vazio nesta edição. Eles picharam as paredes com as frases: "Isso que é arte", "Abaixa a ditadura", "Fora Serra" (sic). Os invasores também assinaram nas paredes nomes dos grupos envolvidos, como “Susto”, “4” e “Secretos”. Dos cerca de 40 pichadores, apenas uma jovem de 23 anos foi detida. Ela foi levada para o 36º DP, na Rua Tutóia. Houve tumulto no prédio. A ação já estava prevista pela curadoria e organização do evento, que disseram anteriormente terem tomado providências para que a pichação não ocorresse no prédio. “Entramos pela porta. Normal. Conseguimos”, disse a menina detida que não quis se identificar. “É o protesto da arte secreta.”Segundo ela, vários grupos estavam envolvidos na invasão, uma continuidade das ações de protestos que ocorreram neste ano na Faculdade de Belas Artes e na Galeria Choque Cultural, lideradas por Rafael Guedes Augustaitiz, o PixoBomb. Os demais pichadores saíram no meio do tumulto se misturando aos outros visitantes da mostra e quebrando vidros do prédio. Até que a Polícia Militar chegasse, os visitantes tiveram de permanecer dentro do prédio e ninguém pôde entrar.A Bienal lamentou e repudiou o ato de vandalismo e ainda não se sabe se o piso será pintado ou não. Apesar do incidente, o dia foi de intensa movimentação, com exposição aberta desde às 10 horas. À noite, foi realizado o show da banda Fischerspooner, com meia hora de atraso por conta do incidente. As informações são do Jornal da Tarde. In: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/2008/10/27/grupo_de_pichadores_ataca_predio_da_bienal_de_sp_2079656.html e http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2008/10/27/ult4469u32403.jhtm Abraços Fernanda

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Falando de Duchamp

Obras de Marcel Duchamp estão em exposição no MAM, até setembro de 2008. 

Mostra "obrigatória", mas mais que "ver" Duchamp, é uma oportunidade de pensar - o que foi, o que representou, e as decorrências de seu pensamento. Alguns textos extraídos de publicações, para iniciar uma pontuação de Duchamp: "A partir do urinol, inaugura-se a discussão acerca da institucionalização da arte: o que pode ser exposto como obra? Sua incômoda vibração faz-se ouvir na repetida pergunta dos teóricos do pós-modernismo: é possível pintar após Duchamp, fazer arte ainda faz sentido? O ato de escolher objetos industrializados, extraídos do anonimato de seu uso cotidiano, inserindo-os no espaço que consagra o que é arte, teve uma presença embrionária na experiência cubista. Mas o objetivo ainda estava restrito ao âmbito interno da obra. Tratava-se, no cubismo, de romper com a perspectiva ilusionista da representação. Com a contribuição de Duchamp, a fruição retiniana transforma-se ora em operação mental, ora em exercício voyeurista. Não é impossível, contudo, esboçar uma análise formal do universo duchampiano. O urinol, a roda de bicileta, o jogo de xadrez, a transparência do vidro, a noiva e a máquina são emblemas já tão canonizados que proíbem qualquer manipulação ingênua. Mas cabe ponderar que nem todo objeto converte-se em readymade. A busca do neutro implica a rigorosa escolha de algo desinvestido de emoção. Ora, o fenômeno mais corrente atualmente é justamente o oposto: um excesso de páthos estetiza a maioria dos objetos expostos. Atribuir o estatuto da autoria é um traço duchampiano que se tornou refém de sua própria transgressão: estender a possibilidade da arte afrouxou os critérios de institucionalização. O fenômeno sofre de uma asfixia às avessas, espécie de agorafobia pela não discriminação da função estética: todo objeto, colocado no contexto da arte, ganha o reconhecimento da instituição pela preeminência da vontade de seu autor. Décadas após o advento do readymade, como fazer uma crítica à instituição se esta admite qualquer manifestação? "
texto Lisette Lagnado in "Por que Duchamp?" - Leituras duchampianas por artistas e críticos brasileiros - p.102 - São Paulo: Itaú Cultural: Paço das Artes, 1999.
(Nota: Páthos = palavra grega que significa paixão, excesso, catástrofe, passagem, passividade, sofrimento e assujeitamento) 

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Início

Estamos abrindo hoje o novo blog do Núcleo de Arte Contemporânea. Dentre as iniciativas da GARE Cultural, proprietária e administradora da franquia ABRA-Vila Mariana,  de promover o amadurecimento intelectual dos seus alunos de artes plásticas está a criação de um grupo de estudos – espaço reservado para a reflexão e debate da produção dos mesmos – sob a forma de encontros mensais, com a participação dos próprios alunos e professores. Aqui serão inseridos textos, trabalhos dos integrantes, e em datas anteriores, um histórico das produções do Núcleo. Sinta-se à vontade para comentar!


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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Exposição "Casa Tomada"

"Casa Tomada"

A Mostra "Casa Tomada" aconteceu entre os dias 30 de novembro de 2007 e 31 de janeiro de 2008.

"Casa tomada" assinala aqui o ato ou efeito de tomar para si; apoderar-se integralmente ou de partes o espaço da GARE Cultural, administradora e proprietária da franquia  "ABRA Vila Mariana", para propor que esse recinto seja matéria integrante do trabalho desses artistas do Núcleo de Arte Contemporânea. A exposição não está fechada na sua Galeria principal; a Casa se abre como espaço de re-significação.

O desenvolvimento da poética de cada artista soma-se: a pesquisa, ao espaço, quem o circunda - para suscitar novas descobertas involuntárias que integram e compreendem o contínuo devir.

Reafirmado sua proposta de discutir, orientar e fomentar a produção artística "Casa Tomada" apresenta sites specifics, instalações, sound art, pintura, fotografia entre outras, produzidas especialmente pelos artistas: Beth Barone e Clarice Sanvicente, Rita Heckert, Ana Rey, Carolina Paz, Mônica Mondell, Paulo Santoro, Daniel de Souza, Flora Takenaka e Sérgio Pinto(artista convidado).
Texto de Luciana Nemes












Obra de Beth Barone e Clarice Sanvicente.



Abaixo, obra de Beth Barone e Sérgio Pinto, vista de dois ângulos.














Abaixo, obras de Paulo Santoro; à esquerda "Aquarelas Sonoras" e à direita, escultura.









Trabalhos de Carolina Paz; à esquerda "lambe-lambe" e à direita, pintura.













Obras de Daniel de Souza (esq.) e Flora Takenaka (à dir.).









Trabalho de Rubens Pontes, e à direita, interação de convidados com o trabalho.










Abaixo obra de Monica Mondell. À direita, em primeiro plano, pintura de Carolina Paz.
























Abaixo "carimbos", obra de Flora Takenaka.















Abaixo trabalhos de Ana Rey (à esq. parte de fotografias, e à dir. pintura).














Convidados no dia da abertura da mostra. À direita, ao fundo, obra de Carolina Paz.





















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domingo, 16 de julho de 2006

Mostra "Distâncias" em Campos do Jordão

Em julho de 2006, o Núcleo de Arte Contemporânea , gerenciado pela GARE Cultural, levou a Campos do Jordão a Mostra "Distâncias", acrescida de uma Mostra de Fotografia, e parte da Mostra "Corpo em Substrato". O resultado foi uma belíssima exposição, ocupando todo um pavilhão do Hotel Quatre Saisons, além de algumas dependências do corpo do hotel, lobby e áreas de convivência.

Vista parcial do pavilhão de exposição - ao centro obra de Daniel Paione, ao fundo Maura Rodrigues.

Obra de Aline Meibach (1° plano) e Clarice Sanvicente.


Obra de Daniel Paione


Obra de Alexandre Feola (dir.) e Clarice Sanvicente (ao fundo)


Obras de Beth Barone (dir.) e Alexandre Feola (esq.)


Obra de Clarice Mainardi (esq.), Mariza Vieira de Vieira (ao centro) e Clarice Sanvicente (ao fundo)


Obra de Maura Rodrigues


Obra de Maura Rodrigues (outro ângulo)


Trabalho de Ana Rey


Trabalho de Ana Rey (outro ângulo)


Trabalho de Maura Rodrigues (fundo) com Marisa Vieira (à dir.)


Trabalho de Maura Rodrigues (à esq.) com Clarice Mainardi (ao centro) e Rita Heckert (à dir.)

Trabalho de Aline Meibach (1° plano ao chão), Paula Maestro (à esq.) e Maura Rodrigues (ao fundo)

Trabalho de Rita Heckert (à dir.) e Mariza Vieira (à esq.)


Vista geral de parte do pavilhão


Vista geral de parte do pavilhão



Mostra Paralela à Exposição "Distâncias"

Obra de Aline Meibach

Trabalhos de Fotografia


Vista geral do lobby com trabalho de Ana Rey (ao chão)

Trabalho de Ana Rey (1° plano), e ao fundo Rita Heckert e Silvia Gerson

Trabalhos de Fotografia

Elias Muradi (Coordenador do Núcleo) dá entrevista à TV na praça principal de Campos de Jordão, no dia da abertura da mostra

Coquetel na abertura da mostra


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sábado, 15 de julho de 2006

"Making of da Mostra "Distâncias" em Campos do Jordão

Para que a Mostra "Distâncias" pudesse acontecer no pavilhão do Hotel Quatre Saisons em Campos do Jordão, foi feito todo o trabalho de adequação do espaço, com a construção de estruturas de "paredes" que foram recobertas por lycra.
Toda a iluminação do espaço também foi readequada para receber os trabalhos.

Vários integrantes, e o Coordenadores do Núcleo de Arte Contemporânea participaram ativamente tanto da adequação do espaço, como da montagem e divulgação do evento.


Instalação da iluminação e as estruturas de madeira que receberiam a lycra posteriormente

Visão parcial do pavilhão, com o esqueleto das estruturas criadas para a lycra

Visão parcial do pavilhão - construção de painel central

Instalação elétrica, e Aline Meibach produzindo seu trabalho in loco

Coordenadores (Rubens Pontes e Elias Muradi) instalam as obras de fotografia

Coordenador Rubens Pontes, na concepção do espaço para o trabalho de Maura Rodrigues - ao fundo estrutura de madeira que receberia a lycra

Paula Maestro elabora sua obra "in loco"

Obra de Paula Maestro em andamento


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